Às vezes me sinto como um cão, correndo atrás da roda de uma moto em movimento. Não sei o que quero perseguir, mas preciso perseguir algo para dar algum sentido à minha existência. Mas onde quero chegar? Talvez eu queira chegar onde ninguém chegou, alcançar o inalcançável. Não vou me esforçar para ser compreendida, por que se tudo pode ser compreendido, então Deus não existe. A delícia do mistério não me pode ser roubada, e eu não a dou aos que me pedem, mas sim aos que me merecem saber.
Humildade? Acho que tenho um pouco em algum lugar da minha alma, mas faço pouco uso dela. Ela me deixa vulnerável. Medos são normais e em dias chuvosos prefiro ficar na cama divagando. Crio histórias e personagens, tenho todo um roteiro na mente, gosto dos cães e dos meus amigos imaginários.
Deixo para viver amanhã, por que hoje cansa. "Essa roupa vou usar quando emagrecer". "Esse aparelho de jantar vou guardar para um dia especial". "Essas velas vou guardar para quando tiver um amor e puder fazer um jantar romântico". Essa vida vou viver amanhã, por que hoje não dá. Hoje só vou viver o hoje, o agora e talvez o que já passou, é um péssimo hábito que tenho. A Saudade.
Saudade do que não volta, saudade da minha casa na árvore, da luz vermelha do sol nascente batendo na parede e me chamando para viver, saudade de sentar na grama debaixo da árvore roxa, nunca soube o nome daquela árvore, e nunca mais vi outra igual, não era um ipê, talvez uma quaresmeira, não, nem isso, ela era única. Saudade de um tempo em que acreditava que os sonhos se realizavam, saudade da menininha que eu fui, mas que ainda saltitante e eufórica grita dentro de mim. Eu a deixei sozinha em um Riacho, com 814 peixinhos, perdida em algum canto desse Rio, São Lourenço chora... (Não acredito em santos).
Amoras? Sim, aceito! Mas só as amoras.
Juliana Pedrosa.

Humildade? Acho que tenho um pouco em algum lugar da minha alma, mas faço pouco uso dela. Ela me deixa vulnerável. Medos são normais e em dias chuvosos prefiro ficar na cama divagando. Crio histórias e personagens, tenho todo um roteiro na mente, gosto dos cães e dos meus amigos imaginários.
Deixo para viver amanhã, por que hoje cansa. "Essa roupa vou usar quando emagrecer". "Esse aparelho de jantar vou guardar para um dia especial". "Essas velas vou guardar para quando tiver um amor e puder fazer um jantar romântico". Essa vida vou viver amanhã, por que hoje não dá. Hoje só vou viver o hoje, o agora e talvez o que já passou, é um péssimo hábito que tenho. A Saudade.
Saudade do que não volta, saudade da minha casa na árvore, da luz vermelha do sol nascente batendo na parede e me chamando para viver, saudade de sentar na grama debaixo da árvore roxa, nunca soube o nome daquela árvore, e nunca mais vi outra igual, não era um ipê, talvez uma quaresmeira, não, nem isso, ela era única. Saudade de um tempo em que acreditava que os sonhos se realizavam, saudade da menininha que eu fui, mas que ainda saltitante e eufórica grita dentro de mim. Eu a deixei sozinha em um Riacho, com 814 peixinhos, perdida em algum canto desse Rio, São Lourenço chora... (Não acredito em santos).
Amoras? Sim, aceito! Mas só as amoras.
Juliana Pedrosa.

3 comentários:
Esse texto tem tudo a ver com a conversa que tivemos. A analogia ficou ótima, vc está certíssima, só quem te conhece muito bem vai compreender. Fico feliz por ter compreendido.
Beijos.
O.O.
Deu Água na Boca!!!
Muito bom o texto. Isso é uma prosa poética. Lindo mesmo. A analogia ficou perfeita.
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